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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Legítima defesa - incomodação ou direito?

Muito tenho visto alegações até mesmo de policiais no sentido de que não se deve reagir, que dar um tiro que seja em meliante é incomodação na certa, que isso e que aquilo, como se, ao fim e ao cabo, todos devêssemos ficar quietos e simplesmente - se for o caso - apenas morrer como ovelhas. 

CHEGA! TUDO TEM LIMITES!



E este post é para dar um BASTA no entendimento contrário à legítima defesa do cidadão de bem, quer sejam os que apoiam o banimento da legítima defesa - bandidos de terno e sedizentes "representantes do povo" - ou aqueles que representam apenas o "direito dos manos", que tem ligação mais direta com o crime. Gostem ou não a legitima defesa existe, sempre existiu e para todo sempre existirá. 

Primeiramente, deixe-se claro que o instituto da legítima defesa NÃO caiu ainda por terra, felizmente, e, salvo se houver alguma razão que não justifique a excludente de legítima defesa, você tem direito a ela e ponto final. Pois fato é que o povo tem morrido que nem gado. Aliás, morrido não! Tem sido executado mesmo! Deva ou não deva algo para criminosos. Tem execução de envolvidos com o crime? Tem! Óbvio! É o que mais tem e não se lamenta tal estatística. Lamentável é a estatística do cidadão de bem, que nada fez para "merecer" ser assaltado e virar vítima de latrocínio. E é nesta estatística que você não deve estar. 

É importante entender de uma vez por todas que, independente da "incomodação" que você venha a ter com um ato de legítima defesa, sempre é melhor do que estar dentro de um caixão, onde você não vai ter mais incomodação alguma, no momento que deixa de existir, mas com certeza deixará muita incomodação e desamparo a sua família que fica à mercê dos "vivos" sem mais ninguém para a defender. O que, aliás, por vezes parece ser o que os "bandidos de terno" querem ao desarmar a população e submetê-la ao seu controle absoluto.

Logicamente isto não quer dizer que você tenha o direito de sair por aí como justiceiro, com arma ilegal na cintura ou o que o valha. Embora difícil, a lei ainda permite - obedecidos alguns requisitos esdrúxulos e outros um tanto discutíveis e que maculam os princípios básicos da administração pública, dentre eles o da impessoalidade -que você tenha porte de arma. Claro, a grande maioria da mídia e dos céticos de plantão vão lhe dizer que é difícil, que você não consegue, blá blá blá. Aos que alegam isso, analise quantos efetivamente já pediram o porte a Polícia Federal e quantos destes tiveram o mesmo negado, bem como a ficha criminal do sujeito e a motivação do pedido.

Mais uma vez, esta história de "motivação" é prá lá de discutível. Mas enquanto quem faz lei neste país não muda isso, é o que temos por hora.

O importante de tudo é nunca desmorecer e nem baixar a guarda. Lembrando que quem não tiver arma, ainda tem arco e flecha. Afinal, é o que nos reserva a nossa legislação desarmamentista feita por bandidos. Acha ruim? São seus representantes que estão lá.

No futuro, não só pense na legítima defesa, mas também quem VOCÊ colocou lá para nos "defender".

Ao fim e ao cabo, lembre-se:

A legítima defesa é um direito seu, e não um favor do Estado.
  
Até logo mais!

terça-feira, 12 de julho de 2016

A (des)importância do calibre em uma arma de fogo

No clube de tiro temos uma "brincadeira", que aplicamos nos novatos, consistindo basicamente em perguntar: Calibre .22, mata?

 
Disto geralmente seguem discussões acaloradas sobre "stopping power"; "teoria das pontas"; energia; grains; joules e uma infinidade de outras divagações acerca de qual melhor munição e qual melhor calibre. A resposta, porém, depois de muito divagar é sempre a mesma: .22 mata! 

E aliás, qualquer calibre pode matar. .22, .38., .380., .40, não importa. 

Muitos, por outro lado, "reclamam" que até mesmo o .380 é um calibre "fraco", e que bandidos costumam usar calibres maiores, não sendo justo que o cidadão comum tenha de contentar-se com tão baixos calibres. Esquecem basicamente que o que pára ou não pára um agressor muitas vezes não é sequer o calibre, e sim o tiro certeiro, seja de que calibre for.

Obviamente um bom tiro com um calibre eficiente é sempre o melhor dos mundos, mas de nada adianta um alto calibre sem o devido controle do tiro. Em síntese, de nada adianta uma boa arma na mão de um atirador ruim. Aqueles que já atiraram com armas e calibres diversos sabem muito bem a diferença de precisão ao se atirar com um .22 e com um .38, logicamente sempre respeitada a questão de comprimento do cano, empunhadura e diversos outros fatores. 

De outro lado, os que atiram com frequência, sobretudo, sabem muito bem a diferença de um bom tiro e um tiro ruim. De um atirador treinado e um atirador destreinado, seja com que arma e que calibre for.

Em síntese, não adianta um grande calibre para parar um agressor armado e geralmente no último grau da loucura e nas drogas com um tiro na perna. De igual forma não adianta você querer parar este mesmo bandido com um tiro na parte central do garrafão se ele estiver vestindo um colete à prova de balas.


É importante o calibre? 

Respondo de outra forma: é importante o treino, o treino, o treino e depois disso, quando você for pensar em calibre, mais treino. Nada adianta ter uma .454 Casull de munição caríssima com a qual você não pode sequer treinar com frequência. 

Treine com o calibre que você dispor, com a sua arma do dia-a-dia, seja .22, seja .380 ou .40. Só depois disso preocupe-se com o calibre de sua arma de fogo.  Primeiro, preocupe-se com seu treino e sua segurança.

Até logo mais! 
 
Crédito das fotos deste post: 
Google Images