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terça-feira, 12 de julho de 2016

A (des)importância do calibre em uma arma de fogo

No clube de tiro temos uma "brincadeira", que aplicamos nos novatos, consistindo basicamente em perguntar: Calibre .22, mata?

 
Disto geralmente seguem discussões acaloradas sobre "stopping power"; "teoria das pontas"; energia; grains; joules e uma infinidade de outras divagações acerca de qual melhor munição e qual melhor calibre. A resposta, porém, depois de muito divagar é sempre a mesma: .22 mata! 

E aliás, qualquer calibre pode matar. .22, .38., .380., .40, não importa. 

Muitos, por outro lado, "reclamam" que até mesmo o .380 é um calibre "fraco", e que bandidos costumam usar calibres maiores, não sendo justo que o cidadão comum tenha de contentar-se com tão baixos calibres. Esquecem basicamente que o que pára ou não pára um agressor muitas vezes não é sequer o calibre, e sim o tiro certeiro, seja de que calibre for.

Obviamente um bom tiro com um calibre eficiente é sempre o melhor dos mundos, mas de nada adianta um alto calibre sem o devido controle do tiro. Em síntese, de nada adianta uma boa arma na mão de um atirador ruim. Aqueles que já atiraram com armas e calibres diversos sabem muito bem a diferença de precisão ao se atirar com um .22 e com um .38, logicamente sempre respeitada a questão de comprimento do cano, empunhadura e diversos outros fatores. 

De outro lado, os que atiram com frequência, sobretudo, sabem muito bem a diferença de um bom tiro e um tiro ruim. De um atirador treinado e um atirador destreinado, seja com que arma e que calibre for.

Em síntese, não adianta um grande calibre para parar um agressor armado e geralmente no último grau da loucura e nas drogas com um tiro na perna. De igual forma não adianta você querer parar este mesmo bandido com um tiro na parte central do garrafão se ele estiver vestindo um colete à prova de balas.


É importante o calibre? 

Respondo de outra forma: é importante o treino, o treino, o treino e depois disso, quando você for pensar em calibre, mais treino. Nada adianta ter uma .454 Casull de munição caríssima com a qual você não pode sequer treinar com frequência. 

Treine com o calibre que você dispor, com a sua arma do dia-a-dia, seja .22, seja .380 ou .40. Só depois disso preocupe-se com o calibre de sua arma de fogo.  Primeiro, preocupe-se com seu treino e sua segurança.

Até logo mais! 
 
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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Onde esconder a arma em casa?

Muito tenho visto acerca de onde "esconder" armas em casa. Devemos colocar no meio das roupas? Atrás do sofá? Embaixo da televisão? O lugar óbvio em cima do armário, principalmente se há crianças pequenas para elas não a pegarem? 
 

Todas as assertivas acima estão ERRADAS! 

Não adianta você bolar estratégias mirabolantes, esconder no meio das suas meias sujas, atrás do vaso sanitário ou dentro da caixa d´água, por um motivo muito simples: na hora que e se você realmente precisar, provavelmente não terá tempo de recorrer a arma! Se você optou por possuir uma arma, tenha-a consigo. Isto é regra básica!

Outrossim sua arma é algo com o qual você deve se acostumar. Peso, empunhadura, trava, destrava, cicla, mira no relógio da parede, retira carregador, recarrega, etc. Está mais do que na hora de todos perderem o medo irracional incutido por governos fascistas de que armas matam, que são perigosas, que existem acidentes e mil e uma balelas para lhe deixar longe das armas, ferramenta que a cada dia  se torna mais fundamental para sua defesa e de sua família.

E isso significa o que? Que dentro de sua casa você deve ficar prá lá e prá cá com sua arma junto ao corpo? A resposta é um sonoro SIM!!!

Aprenda! Dentro de casa você pode e DEVE portar sempre a sua arma, por mais que lhe digam que não. No momento que você tem a arma regularmente inscrita, está com CR em dia e todo o mais regularizado, ande com ela, cuide dela, acostume-se com ela. Fora enquanto embaixo do chuveiro (quando ainda assim sua arma deve estar ao seu alcance OU longe do alcance de crianças se as tem em casa, de preferência, por exemplo, com sua esposa) ela estará com você. A arma tem de se tornar parte de você. 

Claro, se acaso receber algum amigo policial ou a mesma bater em sua porta, depois de se identificar (eles para você, pois estão na sua casa!) e você igualmente o fizer, avise-os que está armado. Não é crime algum, fique tranquilo! Se pedirem para ver a arma, mostre-a, tire o carregador, entregue na mão do policial se ele pedir, lembrando das regras básicas de segurança. Ofereça também um café. TRATE BEM TODOS POLICIAIS! REGRA PARA QUEM NÃO É BANDIDO! Se um dia você precisar usar sua arma, terá um amigo para, na pior hipótese, lhe conduzir a delegacia, o que facilita muitas coisas, pode ter certeza.

O que você não pode, claro, é ir cortar sua grama e ficar ostentando seu armamento, pois os únicos que podem fazer isso são os policiais. Todos os demais estão incorrendo em CRIME. Dentro de casa, portanto, mantenha sua arma consigo, em porte velado. 

Por fim, lembrar da grande máxima: sua segurança e sua família em primeiro lugar. Na sua casa só entra quem é convidado! Quem não for, não entra. Ou pode sair carregado. 

Até logo mais!

sábado, 25 de junho de 2016

Até onde vai nosso direito de ser armamentista

Ser desarmamentista é mais ou menos como ser vegano... Ou carnívoro. Ser armamentista é como ser vegano... Ou carnívoro. Ou vice-versa. A verdade é uma só: você não pode obrigar ninguém a ser o que você é, por mais que você acredite que o seu modo de viver é o mais justo, mais correto, mais humano.



Ser armamentista é mais ou menos como ser judeu. Ou como ser católico. Os judeus não acreditam na vinda de Cristo. Os católicos, cristãos, sim. Acreditam em Deus e em Jesus Cristo também. Devemos querer o fim dos judeus, enquanto católicos? Devemos querer o fim dos católicos, enquanto judeus? Porque em nossa cabeça eles estão errados?

Suas escolhas não são minhas escolhas. Minhas escolhas não são suas escolhas. 

Eu escolhi o esporte do tiro. Eu escolhi o IPSC Shotgun, a modalidade de saque rápido ou mesmo o tiro com potente rifle de pressão. É uma arma igual, que em mãos erradas pode se tornar mortal. Você escolheu o arco e flecha, ou o jogo de botão, que chama de futebol de mesa. Ou quem sabe o golf, que jogas com um maciço e perigoso taco de ferro. Beisebol? Ou quiçá o xadrez, algo tão estratégico, tão "político" não é mesmo. Vou lhe taxar de algo deplorável porque você é enxadrista? Você é melhor do que eu porque manja de estratégias? Eu sou melhor do que você porque sei algo de sobrevivência? Se todo o mais der errado, do que servirá só suas estratégias? Se todo mais der errado, não seria melhor o meu conhecimento de sobrevivência com a sua mente privilegiada para estratégia? Nossa chance seria maior, não há dúvidas. 

O que deve afinal ser compreendido é que o meu direito vai até onde começa o seu. E igualmente o seu só vai até onde começa o meu. 

Você tem direito de ter medo de armas. Eu não vou obrigá-lo a tê-las, a manuseá-las ou sequer lhe ensinar a atirar. Não vou lhe explicar a diferença de uma espingarda, um rifle, um fuzil, uma carabina, um revólver ou uma pistola. Sequer vou obrigá-lo a saber diferenciar uma arma de plástico ou de "airsoft", de uma arma de verdade. Afinal, nada disso lhe interessa. Ignorando a realidade da violência atual você acha que estará a salvo. 

Você tem direito de não querer comer carne. Tem o direito de ter em seu sangue o espírito de coletor, enquanto eu tenho a de um caçador. Lhe respeito! Mas me respeite também. Lembre-se que quando o predador atacar, é o caçador - aquele que sabe manusear uma arma - quem irá lhe defender. Então deixe-me com meu churrasco, com meus modos primitivos. Deixe-me defender a mim e a minha família, e se preciso for, também a você. 

Entenda porém, por favor, de uma vez por todos uma coisa só. Armas existem desde priscas eras, desde antes do ser humano estar sobre as próprias pernas. Armas apenas evoluíram. E a triste notícia para você, desarmamentista, é que elas sempre evoluirão e sempre existirão. Quer você goste disso ou não.

Eu sou o Policial. Eu sou o Atirador Esportivo. Sou o caçador que livra seus campos dos "javaporcos", sou aquele que garante a existência da agricultura, de seus cereais, suas verduras, suas frutas. Eu sou o Juiz com direito a porte, o Promotor, o Advogado. Eu sou o Enfermeiro. Eu sou o Pai de família. Sou a mãe zelosa que defende seu lar e sua honra, para o bem da família. Sou a empresária. Sou a atleta, a professora, a esteticista que cuida de você. Eu sou o pedreiro. Sou o mecânico. Eu sou o Médico. Mas definitivamente não sou eu o monstro...

Então não vou sair atirando na rua em você. Não. Não vai virar "bang-bang". Vamos levar nossas armas por baixo da roupa de forma dissimulada e provavelmente como consequência disso você passará a ver menos armas, menos crimes, pois ainda que você seja uma vítima pronta para ser atacada pelo que lhe vê como presa, ele saberá que eu posso estar ali ao seu lado, e ele terá medo de lhe fazer mal, medo que eu seja mais rápido que ele em seu bote. 


Mas não se preocupe! Não vou invadir sua casa com uma arma em punho, salvo talvez se for para lhe defender da visita não desejada. Daquele que quer lhe retirar um direito maior. Seu direito a vida. Eu não vou puxar minha arma se isso não for seguro. Eu treinei corpo e mente para que isso não aconteça jamais. Rigorosamente. Frequentemente.  


Este é o seu direito. Este é o meu direito. Respeito plenamente seu direito. Respeite o meu. 

Vamos colocar cada um em seu devido lugar. Vamos separar. Vamos fazer quem é do mal perceber que o mal não vale a pena, que o crime não compensa. Que há bandidos e que cada vez há mais mocinhos. Que o bem está cada vez mais unido e forte, para vencer o mal. Que é melhor ser herói do que ser vilão. Que existem consequências duras para quem busca tirar seus direitos. Quem sabe assim eles pensem duas vezes na hora de querer lesar seu direito. 

Então, não queira desarmar apenas quem é do bem e busca defender o bom direito. Para não armar apenas quem é do mal. Pense em preservar o meu direito. Para seu próprio bem...

Até logo mais! 



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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Porque as Glock's deixaram de ser importadas - protecionismo ou ilegalidade?

Procure em todas as lojas do Brasil, e não encontrará uma que tenha as pistolas Glock à disposição de venda. As importações simplesmente cessaram. Mas porque isso ocorreu? Protecionismo da indústria nacional ou verdadeira ilegalidade?



Em realidade o que está a acontecer é sim verdadeiro protecionismo declarado da indústria nacional, protecionismo este regulamentado e expresso por LEI.  

Como só temos a Taurus e a Imbel fabricando armas no Brasil, torna-se evidente quais indústrias restam beneficiadas, sendo que a Imbel não dispõe de revólveres e quanto a pistolas poucos modelos, com muitos calibres restritos e nenhuma compacta. Assim, torna-se evidente o protecionismo sobretudo da Taurus, se não quanto a pistolas, certamente quanto a revolveres, pois qual outra marca há a disposição de tais armas? Colt? Remington? Smith & Wesson? Ruger? Rossi, você dirá! Está enganado. Desde 2010 a Rossi não produz mais armas para o mercado nacional, apenas internacional, além do que foi comprada e incorporada pela... Taurus!!! 

De novo... Não seria tal protecionismo contudo verdadeira ILEGALIDADE, no momento que formado monopólio? 

Talvez quem sabe o chamado monopólio coercitivo, onde o governo garante, através do Decreto  nº 3.665/2000, que regulamenta a fiscalização de produtos controlados (R-105), em seu art. 190, que "O produto controlado que estiver sendo fabricado no país, por indústria considerada de valor estratégico pelo Exército, terá sua importação negada ou restringida, podendo, entretanto, autorizações especiais ser concedidas, após ser julgada a sua conveniência.".

Ou seja, algo que na verdade é muito mais geral do que o alegado "produto similar". Em tese, se uma pistola .380 estiver sendo fabricado no Brasil, pode o Exército negar sua importação. Simples assim. 

E não adianta nem pensar em Mandado de Segurança alegando o todo supra, o monopólio, oligopólio, restrição a livre concorrência, etc., pois por lei decide o Exército e ponto final. Veja julgado recente sobre o assunto no Superior Tribunal de Justiça CLICANDO AQUI. 

Estamos em pleno momento de revisão do R-105, tendo o COLOG inclusive solicitado sobretudo aos "CAC's" que enviassem sugestões de minuta, sendo que sabemos de várias pessoas físicas e mesmo de organizações, como o Instituto Defesa, dentre outros, que fizeram contundentes sugestões quanto a tal monopólio coercitivo. 

Vai o Exército Brasileiro pensar no Consumidor? Irá mudar seu posicionamento e em seguida mudará neste ponto a letra fria da Lei? O que a Glock do Brasil acha disto tudo? 

Bem... A Glock do Brasil S/A. consta com situação perante a Receita Federal como ATIVA. Ligamos para lá e enviamos e-mail. Mas o telefone não atende e e-mails não retornam. Pelo jeito também estão esperando uma solução para este impasse. 


A nós, simples mortais, resta rezarmos. Por hora, nada de Glock...

Até logo mais!


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