Mostrando postagens com marcador .38 spl. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .38 spl. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de julho de 2016

A (des)importância do calibre em uma arma de fogo

No clube de tiro temos uma "brincadeira", que aplicamos nos novatos, consistindo basicamente em perguntar: Calibre .22, mata?

 
Disto geralmente seguem discussões acaloradas sobre "stopping power"; "teoria das pontas"; energia; grains; joules e uma infinidade de outras divagações acerca de qual melhor munição e qual melhor calibre. A resposta, porém, depois de muito divagar é sempre a mesma: .22 mata! 

E aliás, qualquer calibre pode matar. .22, .38., .380., .40, não importa. 

Muitos, por outro lado, "reclamam" que até mesmo o .380 é um calibre "fraco", e que bandidos costumam usar calibres maiores, não sendo justo que o cidadão comum tenha de contentar-se com tão baixos calibres. Esquecem basicamente que o que pára ou não pára um agressor muitas vezes não é sequer o calibre, e sim o tiro certeiro, seja de que calibre for.

Obviamente um bom tiro com um calibre eficiente é sempre o melhor dos mundos, mas de nada adianta um alto calibre sem o devido controle do tiro. Em síntese, de nada adianta uma boa arma na mão de um atirador ruim. Aqueles que já atiraram com armas e calibres diversos sabem muito bem a diferença de precisão ao se atirar com um .22 e com um .38, logicamente sempre respeitada a questão de comprimento do cano, empunhadura e diversos outros fatores. 

De outro lado, os que atiram com frequência, sobretudo, sabem muito bem a diferença de um bom tiro e um tiro ruim. De um atirador treinado e um atirador destreinado, seja com que arma e que calibre for.

Em síntese, não adianta um grande calibre para parar um agressor armado e geralmente no último grau da loucura e nas drogas com um tiro na perna. De igual forma não adianta você querer parar este mesmo bandido com um tiro na parte central do garrafão se ele estiver vestindo um colete à prova de balas.


É importante o calibre? 

Respondo de outra forma: é importante o treino, o treino, o treino e depois disso, quando você for pensar em calibre, mais treino. Nada adianta ter uma .454 Casull de munição caríssima com a qual você não pode sequer treinar com frequência. 

Treine com o calibre que você dispor, com a sua arma do dia-a-dia, seja .22, seja .380 ou .40. Só depois disso preocupe-se com o calibre de sua arma de fogo.  Primeiro, preocupe-se com seu treino e sua segurança.

Até logo mais! 
 
Crédito das fotos deste post: 
Google Images


quarta-feira, 29 de junho de 2016

A quem interessa um cidadão armado ou desarmado

Existe um verdadeiro sentido em temos cidadãos armados e outro sentido contraposto em termos cidadãos desarmados. E isto vai muito além do que inicialmente pode aparentar. Não são só as armas ou combate a violência e criminalidade que estão em discussão. 


É notório que dentre os maiores desarmamentistas de toda história tivemos os governos comunistas, facistas e nazistas, bem como os sistemas escravagistas, desde épocas que remontam o Egito Antigo e mesmo anterior. Era do mais bem armado, do "macho alfa", rei, faraó ou como queira chamar o líder em qualquer clã e qualquer era, as melhores armas, os melhores grupos e melhores exércitos. Os perdedores eram IMEDIATAMENTE mortos ou com "sorte" desarmados e escravizados de uma forma direta ou indireta, ficando sob o jugo do vencedor, da espada e do chicote, que decidia sobre sua vida ou morte.

Uma vez escravizados, ficavam à serviço do senhor da guerra, por sua vez representado pelos de hierarquia imediatamente inferior, como generais, feitores e outros. Já entre os escravizados haviam ainda as não menos tirânicas pequenas lideranças, protegidos dos feitores, que os auxiliavam em seu serviço caindo nas graças do mesmo normalmente pelo caráter duvidoso e delator, detendo certos privilégios por fazer seus companheiros seguirem na linha, trabalharem com mais afinco, serem, enfim, enganados por gente de seu próprio meio. Pode se dizer que faziam "política pessoal", ou em outros termos praticavam a corrupção, normalmente tendo bom poder de oratória e/ou lhes sendo dissimulados e falsos, buscando sempre o benefício próprio em detrimento dos demais escravos da comunidade que pertenciam. Importava-lhes apenas o imediatismo e seu bem estar, ter uma porção a mais de pão ou livrar-se de um par a mais de chibatadas. Eventualmente poderiam ascender a feitores se caíssem nas graças do rei, ganhando então o direito de portar um chicote e uma arma pequena tipo punhal. Espadas e lanças eram reservados a soldados. Já a arqueria era arte a ser dominada pelas castas mais elevadas, como os nobres dos palácios.

De plano você já pode fazer uma analogia com o cidadão que não tem nenhum direito a ter armas, como o desempregado, presumindo-se potencial criminoso?; quem tem direito a ter a propriedade de armas, como o cidadão com emprego estável, cumpridos ainda certos requisitos discricionários; quem tem o direito ao porte de calibres restritos, como juízes e promotores e finalmente aos que dado direito de calibres proibidos, como o exército a serviço pela regra do país (jamais de governante, enquanto pessoa física) e dos interesses governamentais que deveriam ser da nação, eis que estes elegeram seus presidentes.

Indo para a história mais recente tentando desvendar nosso questionamento quanto a quem interessa um cidadão armado ou desarmado, observamos que as maiores atrocidades cometidas contra a humanidade se deram justamente em governos desarmamentistas, por razões óbvias: combater e fazer ajoelhar cidadãos desprovidos de defesa é tarefa infinitamente mais fácil do que ir de encontro a cidadãos que buscam garantir seus direitos.

Outra razão de tais governos ao obrigar o desarmamento de determinados cidadãos (ou sua grande maioria, como fez Mao Tsé Tung) era o de dobrar facilmente a população conforme a sua vontade, sem maiores questionamentos por parte desta, impondo suas idéias por mais malucas que fossem, exatamente como fez entre outros Hitler ao desarmar seus cidadãos, sobretudo os que não fizessem parte de seu exército e claro, fortemente aos judeus, a quem pretendia eliminar do solo alemão, determinando em 1938 que todos fossem desarmados e "No evento de resistência eles devem ser fuzilados imediatamente.".

Já nos Estados Unidos, referência quando se fala em um povo armamentista, a história foi completamente diferente...

Após o descobrimento e início da colonização, tropas britânicas tentaram aprender armas mas foram repelidos pelos colonos. George Washington foi na sequência eleito líder dos colonizadores "rebeldes" e o Reino Unido declara guerra a tal nação. Tal guerra durou aproximadamente 8 anos, quando em 1783 o Reino Unido reconheceu a derrota, estando firmada a Independência americana.

A partir do século XIX, ainda apoiado em armas, os americanos sentiam a necessidade de expandir seus territórios, já que sua população crescia. Era preciso "desbravar" o imenso território, conquistar o "oeste", exterminando a resistência composta principalmente pelos legítimos donos das terras, os índios, e também territórios disputados por outros países.

O espírito "desbravador" e "guerreiro" parecia estar no sangue dos colonos agora cada vez mais americanos, o que era de máximo interesse do governo. Sucessivas guerras, como a primeira e segunda guerra, guerra do Vietnam e Guerra do Golfo, dentre outras, sempre fizeram com que armas no país fossem vistas de forma normal e necessárias a manutenção da ordem e sobrevivência de seus cidadãos para defesa de território e propriedades.

De tudo começamos a deduzir pelo raciocínios ao juntarmos os elementos anteriores a quem - e para que - interessa um cidadão armado ou desarmado...



Paramos por aqui, deixando-lhe com suas próprias reflexões e conclusões quanto a utilidade ou não de leis desarmamentistas, a utilidade ou riscos de cidadãos armados ou desarmados. 
Até logo mais!


Crédito das fotos deste post: 
Google Images


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Revólver ou pistola para porte e defesa - o melhor calibre e escolha



Falar em calibre e porte de armas é visto quase como "mito". A um porque o porte de armas no Brasil é muito dificultado ao cidadão comum e a dois porque praticamente só há um calibre possível de ser usado: o .38 em revólveres teoricamente "equivalente" ao .380 nas pistolas, o que de saída não é uma verdade. 


De uso permitido o .38 ou .380 auto é o MAIOR calibre que pode ser usado para defesa civil, sendo os demais restritos ao cidadão comum. Menores calibres, como o .22, são liberados. Mas quem iria querer usar menor calibre para defesa? Claro, como arma de "back up" pode ser interessante. Mas se difícil ao cidadão portar uma arma de fogo, o que se diriam duas...

De pronto, explicamos que o calibre .38 dos revólveres só se aproxima no diâmetro do projétil do .380 auto nas pistolas. Isto porque como já comentamos em post passado, uma munição de revólver possui maior estojo e portanto maior carga de pólvora do que de uma pistola. Veja a foto ao lado...

Com efeito, um estojo de calibre .38, com projétil de 158grains levará aproximadamente 5 grains de pólvora, enquanto que no calibre .380, um projétil de 95grains levará aproximadamente apenas 3,0 grains de pólvora. Este por si só já é outro ponto, pois os projéteis das pistolas geralmente serão menores (mais leves) que os de um revólver e, portanto, se considerados de forma isolada, com menor poder de parada (stop power) que de um revólver similar. O que se reflete também na energia do projétil. 

Enquanto que um projétil de um revólver .38 terá em torno de 340 joules, um projétil de uma pistola .380 terá em torno de 270 joules ao deixar o cano da arma. Isto já deixa claro que com uma maior energia, o poder de parada de um projétil de revólver será logicamente maior, sendo neste em média de 75% enquanto que de uma pistola será em média de 67%. Algo também muito relativo, pois dependente entre outros fatores do comprimento do cano da arma, raiamento, passo, etc. Quanto mais comprido o cano, mais aproveitará a força dos gases de expansão, e maior será a energia cinética imprimida no projetil. 

E falando-se em comprimento de cano, antes de entender que quanto mais comprido for melhor ou mais potente será a arma, o ponto imediato a se considerar é quanto a portabilidade e capacidade de munição. Um bom revólver que se possa portar de forma velada terá capacidade entre 5 e 6 munições e no máximo 2 polegadas de cano, enquanto que uma pistola bastante compacta carregará ao menos 12 munições no carregador mais uma na câmara e terá facilmente um cano de quase 4 polegadas. 

A capacidade então é algo muito discutível, sobretudo quanto ao porte, havendo quem entenda que quanto mais munição melhor, enquanto outros defendem que uma arma com um maior poder de parada é a escolha ideal para um bom atirador. Obviamente o melhor seria reunir um alto poder de parada a uma alta capacidade de munição, mas isto no calibre .38 ou .380 torna-se fisicamente impossível no Brasil, pois existem restrições até mesmo quanto a energia total possível de um projétil. 


Claro que se vivêssemos em um país com maior liberdade para o cidadão, certamente o calibre .38 ou .380 seria de imediato descartado, pois considerado um calibre "fraco", haja vista seu baixo poder de parada. Não por outra razão que as forças policiais utilizam o .40 ou em alguns casos o 9mm, ambos com poder de parada maior do que 90%, ou seja, um único disparo é suficiente para fazer parar a ação do agressor. Nos Estados Unido, por exemplo, sempre ponto de referência, é muito difícil se encontrar o calibre .38 mesmo para revólveres, sendo utilizado comumente no lugar ao menos o .357 Magnum, com muito maior stop power. Para pistolas, o calibre 9mm é o usual, sem nenhum mistério. 

Porém, no Brasil temos de nos contentar apenas com o que está legalmente ao nosso alcance, lutando sempre para que nossos direitos básicos à defesa e a vida não sejam tomados de assalto, pelo que defendemos fortemente a posse e porte de arma por todos os cidadãos de bem, torcendo para que o PL 3722 e PL 704, dentre outros, tenham feliz resultado nas votações do legislativo o mais rápido possível, já que a situação a cada dia tem se tornado insustentável no país em termos de segurança. 

Assim, como a restrição é nos calibres já discutidos, sua escolha deve ser entre um bom revólver ou pistola, o que no final das contas é algo muito pessoal e dependente da destreza do atirador.

Até logo mais!


Crédito das fotos deste post
Google Images