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quarta-feira, 29 de junho de 2016

A quem interessa um cidadão armado ou desarmado

Existe um verdadeiro sentido em temos cidadãos armados e outro sentido contraposto em termos cidadãos desarmados. E isto vai muito além do que inicialmente pode aparentar. Não são só as armas ou combate a violência e criminalidade que estão em discussão. 


É notório que dentre os maiores desarmamentistas de toda história tivemos os governos comunistas, facistas e nazistas, bem como os sistemas escravagistas, desde épocas que remontam o Egito Antigo e mesmo anterior. Era do mais bem armado, do "macho alfa", rei, faraó ou como queira chamar o líder em qualquer clã e qualquer era, as melhores armas, os melhores grupos e melhores exércitos. Os perdedores eram IMEDIATAMENTE mortos ou com "sorte" desarmados e escravizados de uma forma direta ou indireta, ficando sob o jugo do vencedor, da espada e do chicote, que decidia sobre sua vida ou morte.

Uma vez escravizados, ficavam à serviço do senhor da guerra, por sua vez representado pelos de hierarquia imediatamente inferior, como generais, feitores e outros. Já entre os escravizados haviam ainda as não menos tirânicas pequenas lideranças, protegidos dos feitores, que os auxiliavam em seu serviço caindo nas graças do mesmo normalmente pelo caráter duvidoso e delator, detendo certos privilégios por fazer seus companheiros seguirem na linha, trabalharem com mais afinco, serem, enfim, enganados por gente de seu próprio meio. Pode se dizer que faziam "política pessoal", ou em outros termos praticavam a corrupção, normalmente tendo bom poder de oratória e/ou lhes sendo dissimulados e falsos, buscando sempre o benefício próprio em detrimento dos demais escravos da comunidade que pertenciam. Importava-lhes apenas o imediatismo e seu bem estar, ter uma porção a mais de pão ou livrar-se de um par a mais de chibatadas. Eventualmente poderiam ascender a feitores se caíssem nas graças do rei, ganhando então o direito de portar um chicote e uma arma pequena tipo punhal. Espadas e lanças eram reservados a soldados. Já a arqueria era arte a ser dominada pelas castas mais elevadas, como os nobres dos palácios.

De plano você já pode fazer uma analogia com o cidadão que não tem nenhum direito a ter armas, como o desempregado, presumindo-se potencial criminoso?; quem tem direito a ter a propriedade de armas, como o cidadão com emprego estável, cumpridos ainda certos requisitos discricionários; quem tem o direito ao porte de calibres restritos, como juízes e promotores e finalmente aos que dado direito de calibres proibidos, como o exército a serviço pela regra do país (jamais de governante, enquanto pessoa física) e dos interesses governamentais que deveriam ser da nação, eis que estes elegeram seus presidentes.

Indo para a história mais recente tentando desvendar nosso questionamento quanto a quem interessa um cidadão armado ou desarmado, observamos que as maiores atrocidades cometidas contra a humanidade se deram justamente em governos desarmamentistas, por razões óbvias: combater e fazer ajoelhar cidadãos desprovidos de defesa é tarefa infinitamente mais fácil do que ir de encontro a cidadãos que buscam garantir seus direitos.

Outra razão de tais governos ao obrigar o desarmamento de determinados cidadãos (ou sua grande maioria, como fez Mao Tsé Tung) era o de dobrar facilmente a população conforme a sua vontade, sem maiores questionamentos por parte desta, impondo suas idéias por mais malucas que fossem, exatamente como fez entre outros Hitler ao desarmar seus cidadãos, sobretudo os que não fizessem parte de seu exército e claro, fortemente aos judeus, a quem pretendia eliminar do solo alemão, determinando em 1938 que todos fossem desarmados e "No evento de resistência eles devem ser fuzilados imediatamente.".

Já nos Estados Unidos, referência quando se fala em um povo armamentista, a história foi completamente diferente...

Após o descobrimento e início da colonização, tropas britânicas tentaram aprender armas mas foram repelidos pelos colonos. George Washington foi na sequência eleito líder dos colonizadores "rebeldes" e o Reino Unido declara guerra a tal nação. Tal guerra durou aproximadamente 8 anos, quando em 1783 o Reino Unido reconheceu a derrota, estando firmada a Independência americana.

A partir do século XIX, ainda apoiado em armas, os americanos sentiam a necessidade de expandir seus territórios, já que sua população crescia. Era preciso "desbravar" o imenso território, conquistar o "oeste", exterminando a resistência composta principalmente pelos legítimos donos das terras, os índios, e também territórios disputados por outros países.

O espírito "desbravador" e "guerreiro" parecia estar no sangue dos colonos agora cada vez mais americanos, o que era de máximo interesse do governo. Sucessivas guerras, como a primeira e segunda guerra, guerra do Vietnam e Guerra do Golfo, dentre outras, sempre fizeram com que armas no país fossem vistas de forma normal e necessárias a manutenção da ordem e sobrevivência de seus cidadãos para defesa de território e propriedades.

De tudo começamos a deduzir pelo raciocínios ao juntarmos os elementos anteriores a quem - e para que - interessa um cidadão armado ou desarmado...



Paramos por aqui, deixando-lhe com suas próprias reflexões e conclusões quanto a utilidade ou não de leis desarmamentistas, a utilidade ou riscos de cidadãos armados ou desarmados. 
Até logo mais!


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domingo, 19 de junho de 2016

Afinal, as Taurus prestam ou não? Defeitos e qualidades

Tema muito controverso e delicado quando falamos sobre a qualidade das armas da Taurus, afinal muitos defeitos notoriamente já se apresentaram.


Na internet pululam comentários e até mesmo vídeos apontando inúmeros defeitos e panes nas armas da Taurus, porém devemos sempre considerar alguns fatores, sem defender a empresa, mas sim os consumidores e aqueles que se utilizam de tal armamento, seja em sua defesa pessoal, da residência, em sua profissão ou simplesmente como esporte. Claro que existem defeitos, mas nem todos são "só" da arma em si. 

Neste ponto, tenho amigo no clube de tiro que costuma repetir incansavelmente que não adianta uma arma boa, infalível, na mão de um atirador ruim, indo além e frisando que a partir de determinado momento o que mais importa é a mão, a destreza de um bom atirador, no que concordo em grande parte.

Quando estamos lidando com armamento, além do devido respeito a tal ferramentas, é preciso que conheçamos a fundo a mesma e, sobretudo, mantenhamos esta sempre em condições de uso.

Da mesma forma que um açougueiro deve constantemente afiar sua faca para destrinchar e separar a carne que venderá a seus clientes, ou que o marceneiro deve volta e meia "travar" o serrote para obter um bom e rápido corte, o atirador também deve manter a manutenção constante de sua arma de fogo. Não adianta deixá-la eternamente escondida embaixo do colchão úmido, por meses ou até anos à fio, e esperar que na hora que precisar ela vá atirar. Não. Não vai. Isto seria o mesmo que nosso açougueiro do exemplo atrás deixar sua faca enferrujada e cega e dali, não mais do que de repente, pretender bom corte de carne rija com a mesma. 

Se por outro lado você é um profissional da área de segurança, seja privada ou da força policial, a primeira coisa que deve fazer ao receber arma que não é sua será a desmontagem de primeiro escalão, limpeza e lubrificação conveniente. Montar e ciclá-la vigorosamente, ter certeza que funciona e que o botão de desmontagem não ficou acionado. Sem o carregador e tendo conferido visualmente e pelo tato que a câmara está vazia, dar um tiro seco. Ciclar novamente. Testar. Afinal, do bom funcionamento de sua arma e da correta limpeza e montagem pode depender a sua garantia de defesa e quem sabe até mesmo sua VIDA. 

É claro que panes podem ocorrer. Em uma pistola então, as chances de pane são inúmeras, indo desde munição ruim que não cicla o ferrolho convenientemente a outras mais graves, aí sim de fabricação. Tanto existem modelos da Taurus que efetivamente apresentam problemas que a fábrica tira estas de circulação, substituindo-os por outros. E aqui outro ponto da grande importância de conhecer sua arma, disparar inúmeras vezes com ela no estande de tiro. Se você vê que ela não é boa ou apresenta reiterado defeito (e este não é por conta de munição ruim, de projétil com metal muito mole ou recarga mal feita) notifique e exija a troca pela Taurus. Acredite, a Taurus não costuma dificultar isso. Logicamente, se você não exigir seus direitos, não adiantará de nada só ficar reclamando nas redes.

Quanto aos revólveres da Taurus, observa-se que não se ouvem muitas reclamações. Em geral tem acabamento relativamente bom e funcionam sem maiores problemas. Os maiores calibres então, restritos, são bem reforçados e muito bem balanceados, sendo os extremos .44 magnum e .454 Casull armas excelentes, onde o recuo não é tão violento quanto se espera, haja vista o bom balanceamento de tal armamento. Veria com restrições apenas os revólveres menores, chamados vulgarmente de "batatinha" ou "bigodinho", sobretudo os do tipo "multi alloy" ou "titanium" e apenas por desconhecer os mesmos, já que não tive até o momento oportunidade de testá-los. Quiçá quando tiver poderei emitir opinião melhor embasada. 

Enfim, o pior defeito de qualquer arma, seja Taurus, seja qualquer outra marca, é você não tê-la. No mais é cuidar convenientemente com as cautelas e manutenções necessárias aquele que você possui. 

Até logo mais!



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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Escolhendo entre um revólver ou pistola - prós e contras

A grande e talvez primeira questão que o cidadão que pretende adquirir uma arma de fogo enfrenta é que tipo de arma escolher, se um revólver ou uma pistola. 


Quando parte para a aquisição em si, normalmente já se tem um pouco mais de conhecimento do que o leigo no assunto. Se traçar os caminhos exigíveis e legais, o comprador já terá feito o devido curso de tiro e atirado tanto com uma pistola quanto com um revólver, já conhecendo suas principais características de manuseio, desmontagem, carregamento, ação simples, ação dupla, arme e desarme do cão em cada tipo de arma, etc. 

Se a finalidade da compra é ter uma arma de fogo em sua residência, podemos considerar as seguintes diferenças quanto a pistolas e revolveres. 

Por um lado um revólver é de mais fácil manuseio. Basta abrir o tambor, carregar as balas e está pronto para o tiro. Já uma pistola exige um carregamento mais demorado dos carregadores, e para estar pronta para uso precisa ser ciclada. 

Esta facilidade acima porém tem um risco... Por ser mais fácil de usar, um revólver tem maior potencial de causar acidentes, pelo que deve ser melhor armazenado do que uma pistola. Em uma casa com crianças, recomenda-se que a arma fique em cofre ou trancada com cadeado. Já a pistola, ainda que deva ser igualmente bem armazenado com todas as condições de cuidado, já não é arma tão fácil de ocasionar acidentes, uma vez que SE não estiver com munição na câmara, tem de ser ciclado para ficar pronto ao tiro, o que já é tarefa mais difícil para crianças pequenas por exigir maior esforço. 

Deve-se considerar ainda a maior capacidade de tiros de uma pistola. Claro que, por outro lado, ainda que com menor número de tiros um revólver bem manuseado pode ser mais eficiente em mãos hábeis, já que a munição ogival de um revólver .38 tem maior poder de parada que a ogival de uma pistola calibre .380 auto. Isto porque o estojo da munição .38 carrega muito mais pólvora do que a .380, tendo portanto a primeira muito mais energia cinética, maior energia de impacto.

Outro fator a considerar é que pistolas são muito mais suscetíveis à falhas do que revólveres, exigindo do atirador maior destreza para "resolver a pane" em caso de isto vir a ocorrer (na foto um "duplo carregamento"). Se a munição não disparar ou se o estojo encalacrar na saída do ferrolho de uma pistola, para ir à próxima é necessário na melhor das hipóteses ciclar a arma, havendo casos que dependendo do tipo de pane tenha de se partir para desmontagem em primeiro escalão ou ao menos retirada do carregador para dispensa da munição falha. Já no caso do revólver basta apertar novamente o gatilho em caso de falha, que parte-se para a próxima munição. 

Claro, que se a escolha da arma de fogo for para porte, tudo muda de figura, também dependendo de uma série de fatores optar por uma pistola ou um revólver, o que será assunto para próximo post.

Até logo mais!


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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Como proceder para comprar uma arma de fogo

Toda pessoa que deseja praticar o tiro esportivo ou ter uma arma de fogo em sua residência para defesa, tem direito de comprar uma (veja mais detalhes também no post anterior, CLICANDO AQUI). Se você tem interesse ou necessidade de adquirir, o próximo ponto que consideramos primordial é fazer um curso de tiro em Clube de Tiro com notoriedade no meio. 


Neste ponto, sempre procure se informar e buscar referências do clube ao qual pretende se filiar. Se você conhece algum amigo que já é atirador, peça ao mesmo que lhe indique um bom Clube de Tiro, pois provavelmente ele deve saber dos prós e contras dos mais em evidência. 

Em nenhuma hipótese sequer cogite de armas ilegais. Não é porque se diz que a compra de arma é difícil ou quase impossível, que você deve acreditar nisso, pois isto não é verdade. Claro que não temos a facilidade que ocorre nos EUA, por exemplo, mas não tem nada de mistério, bastando seguir os trâmites legais. 

Muito embora o caminho possa parecer burocrático, a compra de uma arma de fogo não é lá muito mais complicado do que tirar carteira de habilitação para dirigir, onde há a exigência de treinamento, provas, psicoteste e avaliação final.

Escolhido e feito o curso de tiro, você já terá aprendido algo acerca das armas de fogo. Vai perceber que basicamente poderá adquirir ou um revólver ou uma pistola; as diferenças entre ambas é assunto para outro post; e a partir disso não tem muita escolha em termos de marcas e modelos. Se pensou em revólveres, atualmente só temos a Taurus no Brasil fabricando. Já se você pensou em pistolas, é Taurus ou Imbel, pois o COLOG proibiu, espera-se que temporariamente, o comércio de armas importadas sob o pretexto que existem similares no mercado nacional. Sobre este tema falaremos também em um de nossos próximos posts. De momento, portanto, não existem à disposição no mercado nacional as tão desejadas pistolas da marca Glock, que não mais está permitida a importação.  

Normalmente os Clubes de Tiro tem loja vinculada ou loja que indicam para a compra de armamento. Busque as mesmas e escolha o modelo que entende que melhor se adapta a suas exigências e sobretudo necessidades. 

Outra alternativa que não a loja, é você comprar uma arma de alguém que esteja se desfazendo da mesma. Seu clube de tiro sempre vai ter algum atirador trocando de armamento e vendendo por vezes a valores razoáveis. Observe que o mesmo esteja registrado e informe-se dos custos de transferência, computando-os sempre nos de valor da arma. Atenção para o estado da arma, sobretudo funcionamento. Se houver oportunidade de testá-la no estande de tiro, tanto melhor.

O próximo passo é partir para a juntada da documentação (CLIQUE AQUI para acessar a relação de documentos). e devida aquisição, afim de informar a autoridade policial o número de série da arma e demais características da mesma. 

Os documentos juntados você pode encaminhar pessoalmente na Polícia Federal, mas mais uma vez normalmente os Clubes de Tiro e lojas do ramo facilitam este trabalho, cobrando uma taxa que não costuma ser elevada para fazer todo o trâmite burocrático.

Após autorizado na Polícia Federal, paga a mesma, você poderá retirar sua arma de fogo da loja e COM A GUIA DE TRÁFEGO bem como o CERTIFICADO DE REGISTRO, emitida pela autoridade levá-la de lá para sua casa. Aproveite para nesse momento também comprar a munição (até 50 munições por ano).

ATENÇÃO! A guia de tráfego emitida é para o transporte da arma DESMUNICIADA da loja até sua casa! Não passe em nenhum lugar com a mesma, não a mantenha junto ao corpo. Leve-a embalada de forma discreta, pois se você a trouxer consigo, o porte poderá ser caracterizado ainda que a mesma esteja desmuniciada e ainda que você tenha a guia de tráfego, como falamos no post sobre porte.

Como você vê, pode não ser tão difícil adquirir uma arma de fogo, ao contrário do que tanto se alardeia. Se lhe for necessário, adquira-a.

Até logo mais!


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terça-feira, 14 de junho de 2016

O porte de arma no Brasil

Como abordado no post anterior sobre a possibilidade de compra de armas no Brasil, vamos para outro tema também muito polêmico, referente ao PORTE de arma pelo cidadão brasileiro. Afinal, este é legalmente possível ou é só reservado a classes específicas?


Quando falamos em "direito ao porte de arma de fogo", a primeira Lei que temos de ter em consideração é a 10.826/03, que em seu art. 6º dispõe que o porte de arma de fogo é proibido em todo o território nacional, salvo em casos excepcionais. Portanto, excepcionalmente a Polícia Federal poderá conceder porte de arma de fogo.

E o que é preciso para isto? Não é caso de muita "discricionariedade" por parte do órgão policial? Não fica o cidadão "à mercê" da boa vontade da autoridade policial? 

Vamos ao que interessa!


Na atividade profissional entram os agentes de segurança; os policiais; juízes; promotores e outros (já há projeto de Lei onde se pretende deferir o direito aos advogados, o que será assunto de outro post...), sendo que a "ameaça à sua integridade física" sim, pode ser tema muito subjetivo, mais por conta do pretendente não demonstrar tal risco do que o Delegado Federal simplesmente denegar. Afirmamos que uma vez bem demonstrada a ameaça, existe a possibilidade de conseguir o porte. 

Claro que "ameaça a integridade física" não é a ameaça que todo dia qualquer cidadão comum enfrenta. Deve ser sim uma ameaça bem fundamentada, comprovada e que represente verdadeiro risco a pessoa ou sua família.  

Da mesma forma que é necessário ao que pretende adquirir uma arma de fogo "demonstrar a sua necessidade", ao que pretende portar sua arma de fogo (e aqui o primeiro ponto, pois se o cidadão não tem a propriedade regular de arma a certo tempo nem cogite de pedir porte) exige-se agora uma declaração mais específica, ou seja, que demonstre a efetiva necessidade de portar sua arma de fogo, como falamos acima. Assim, por exemplo, se já teve a casa invadida ao ser "calçado" quando entrava por elemento armado; se já sofreu atentado; sequestro; ameaça de vida E SE registrou isso em B.O. (boletim de ocorrência) na delegacia de polícia, terá mais chances de ver deferido autorização de porte. Nunca é demais lembrar contudo que a falsa comunicação de crime igualmente é CRIME! Assim, se nada lhe aconteceu e ameaça nenhuma você sofreu, sugerimos que não "forje" provas, sob pena de poder ser incriminado. Lembre-se sempre de não se tornar um criminoso! Esta é a regra número um para todo cidadão de bem, não importando o quão incorretos são "os outros". Se você quer os benefícios da lei, ande dentro da lei.

Se mesmo havendo ameaça a sua integridade física, você tiver demonstrado isso cabalmente e preencher todos os demais requisitos legais ainda assim lhe for negado o direito ao porte, verifique se realmente você tem necessidade de porte e se não "furou" algum dos requisitos.

Tudo certo e não sabendo onde está o erro (muito embora ao indeferir seu pedido o delegado tenha de motivar tal negativa), precisando efetivamente do porte de uma arma de fogo, lembre-se que existem meios legais de recorrer desta decisão, desde que, é claro, ela seja efetivamente basilada exclusivamente em uma "discricionariedade indevida" por parte da autoridade responsável por deferir o porte.

Por fim, lembrar ainda que se você tem direito a posse de arma de fogo (manter dentro da residência ou local de trabalho se for o responsável pelo estabelecimento) não poderá carregá-la dentro do carro, mesmo que desmontada e desmuniciada, pois mesmo isso pode caracterizar o porte. E claro, é risco bem maior, pois a mesma pode ser encontrada e usada contra você.

Sua arma de porte deve estar municiada e junto de seu corpo, pronta para uso. Deve sempre carregar o documento de registro e o de autorização de porte.

Até logo mais!


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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Das restrições de armas no Brasil - mitos e mentiras

Quando se fala em armas no Brasil, normalmente as pessoas tem num primeiro momento o impulso imediato de se posicionar como "armamentistas" ou "desarmamentistas", o que temos como uma verdadeira falácia e hipocrisia, pois existem coisas bem mais mortais a população de um país do que o ter direito ou não ao acesso a armas. 
 

Primeiramente é preciso deixar claro que armas não são "brinquedos", assim como não o são veículos; facas; garfos; colheres; fogo; tijolos; eletricidade; martelos; pregos; furadeiras; enceradeiras; rolo de massa e uma série de ferramentas e utensílios do nosso dia-a-dia, já que podemos classificar armas como FERRAMENTAS! 

Sim! Armas são ferramentas de defesa; de controle de pragas; de manutenção da ordem; da soberania; da segurança de cidadãos de bem (e acreditem, mesmo da segurança de cidadãos não tão de bem se forem corretamente utilizadas); instrumentos de recreação e esporte; etc.

Assim, de plano, neste primeiro post já vamos de vez acabar com uma crença ignorante arraigada e disseminada hipócrita e indevidamente por alguns... De que no Brasil está proibido a compra, posse e mesmo o porte de armas, pois em momento algum este foi proibido, apenas tendo sofrido - isto sim - certas restrições (com as quais não concordamos inteiramente) decorrentes de lei e que, portanto, devem ser conhecidas e respeitadas. 

Observe-se que a Lei 10.826/03, exageradamente chamada de "Lei do Desarmamento", não "proibiu" a compra; posse ou mesmo porte de arma da maneira como alguns de forma inconveniente  divulgam para querer fazer a população acreditar em mentiras. Tal lei apenas restringiu a compra de armas de fogo sem nenhum critério, colocando algumas condições para fins de maior controle (sem adentrar aqui na discussão do benefício ou não de tal controle e seu exagero ou não).  

São estas condições:

- idade ao menos de 25 anos, com excessões;
- possuir RG, CPF e ter residência fixa;
- declaração escrita da efetiva necessidade, justificando o pedido;
- comprovar idoneidade e não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal;
- ocupação lícita;
- capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo;
- tirar uma foto 3x4.

Como você vê, não foi retirado de ninguém o direito a ter uma arma de fogo para sua defesa e/ou para
prática desportiva, por exemplo (alertamos que para o tiro esportivo existem requisitos diversos), pelo que você pode correr para um bom clube de tiro; se inscrever; dar uns tiros HOJE MESMO; começar a frequentá-lo e fazer os cursos. Claro que se você não tem profissão; é menor de idade; não tem documentos ou se não tem equilíbrio mental suficiente; dificilmente terá direito - já que não tem condições mínimas - de possuir uma arma de fogo, pois possuir uma arma de fogo em tal caso só colocaria você e seus semelhantes em risco de morte (desde já saiba porém que é possível ter sim uma arma de fogo apenas com mais de 18 anos, assunto para outro post...). Mas isto é assim em qualquer lugar do mundo, legalmente falando.  Até mesmo nos EUA, muito usado como referência quando o assunto é o acesso às armas, o potencial comprador precisa preencher certos requisitos. Não é como muitos alardeiam no sentido que basta chegar em um supermercado e sair com um fuzil.

O que incomoda a muitos é o fato da exigência de "declaração escrita da efetiva necessidade", pois muitos sustentam que isto torna o direito de comprar uma arma de fogo algo totalmente "subjetivo" e dependente do "bom humor" do delegado da Polícia Federal, o que não é verdade. Observe-se que normalmente uma negativa por parte da autoridade policial dificilmente será sem embasamento. Assim, se você diz que quer comprar sua arma para defender sua família mas na verdade é ou foi bandido, dificilmente terá este direito deferido. Portanto, uma declaração onde conste uma real motivação feita por uma pessoa de bem, não será negada. E você for uma pessoa correta e for negado tal direito, existem inúmeros recursos para se chegar ao deferimento (também assunto para outro post...).

Outro ponto que também causa incômodo a alguns é a necessidade de não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal, pois isto é muito "genérico", já que qualquer pessoa pode responder a inquérito ou processo criminal por coisa "menores", como uma briga VERBAL de vizinhos, por exemplo, onde não tenha havido tentativa nenhuma de agressão física, mas o vizinho "mais sensível" tenha se sentido ameaçado. Mais uma vez saiba que aqui não existe taxatividade legal, como aliás não há em NENHUMA lei (sequer a lei cristã, budista ou seja lá qual crença for a sua de "não matar" é absoluta!), de forma que se você tiver justo motivo para estar respondendo processo criminal e ainda assim ter necessidade de possuir uma arma, terá tal direito. Se assim não fosse, bastaria os criminosos de nosso bairro prestarem queixa inverídica sobre nós na delegacia maios próxima e dois palitos estaríamos respondendo no mínimo a inquérito policial.

Portanto, agora que você começou a ler nosso blog... Parabéns! Você não é mais ignorante no assunto e poderá parar de disseminar inverdades que desarmamentistas ou mal informados lhe contaram e passar a falar com propriedade sobre armas a partir de agora!

Esse é apenas o primeiro de muitos assuntos polêmicos.

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Até logo mais!


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Blog Armas e Munições no ar!

O blog armas e munições tem foco apenas informativo e instrutivo, dentro principalmente do ESPORTE de Tiro Esportivo.

Por tais razões não serão admitidos quaisquer comentários racistas, com cunho religioso, homofóbicos, discriminatórios de qualquer ordem ou ainda agressivos, como opiniões acerca de "bandidos" e/ou congêneres.


Igualmente não serão admitidos comentários "desarmamentistas", pois não acreditamos que "armas matam pessoas" como defendem os desarmamentistas, já o que causa mortes é a falta de caráter e por vezes até mesmo a FALTA de uma arma para a devida defesa a que TODO SER HUMANO tem direito desde priscas eras, salvo em governos déspotas ou fascistas. Pelas mesmas razões não serão admitidos comentários "hipócritas".

Poderemos eventualmente falar em algum post sobre calibres e munições "proibidas", bem como poderemos ingressar em questões "políticas" uma vez que estas estão muito próximas de discussões legais (por exemplo, direito a posse, porte de armas, restrições de calibres, etc.), mas não será o forte deste blog inicialmente, que pretende ser isento dentro da razoabilidade.  

Procuraremos discutir acerca de armas que se encontram no mercado nacional e as que não se encontram, sempre que possível conversando de forma leve com nossos leitores sobre estes equipamentos. 

Apoiamos as instituições policiais, de segurança e demais órgãos de defesa do país que defendem o estado democrático de direito e buscam preservar a integridade do ser humano e sua família, a lei e a ordem nacional. 

Aqueles que se enquadrarem nos "requisitos" acima são todos bem vindos! 

Bons tiros a todos!


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